| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Ramphastidae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. reinwardtii |
A saripoca-de-coleira é uma ave piciforme da família Ramphastidae.
Também citado como araçari-poca-de-bico-laranja (S. r. reinwardtii) e araçari-poca-de-bico-verde (S. r. langsdorffii).
Seu nome científico significa: do (grego) selënë = lua; e dera = pescoço, colar; e reinwardtii = homenagem ao naturalista e coletor alemão, Prof. Caspar Georg Carl Reinwardt (1773–1854).⇒ Ave com colar de lua de Reinwardt.
Mede 34 centímetros. Pesa entre 129 e 178g (S. r. reinwardtii), e, entre 134 e 200g (S.r. langsdorffii). O macho tem a cabeça, peito e a parte superior do ventre pretos, a parte inferior é verde apagada. Apresenta no rosto uma região com pele nua ao redor dos olhos, esta pele é de cor azul-esverdeado. Uma bela faixa amarela brilhante pós-ocular emoldura a face da ave. Os olhos, amarelos, têm uma mancha negra, tanto anterior, como posteriormente à pupila. Ele também tem um colar amarelo brilhante, a partir do qual ele recebe o seu nome, mas pode ser relativamente difícil de ver. O crisso é vermelho intenso. O dorso e as asas são verde oliva. O bico pode ser verde com o cúlmen e a ponta preta ou vermelho brilhante com uma ponta preta, dependendo da subespécie. O flanco é de cor laranja. A cauda, verde, contrasta com o marrom, nas extremidades de dois ou três pares de rectrizes centrais.
As fêmeas são igualmente vistosas, mas têm todo o preto do corpo substituído por coloração castanha, além de possuir bico um pouco mais curto, e a região pós ocular mais escura com fundo tendendo ao marrom. O amarelo nos flancos também é mais discreto.
Vocalização: Lembra o coaxar de uma rã, como acontece com outras espécies do gênero. Emite uma sequência de “ruoc…ruoc…ruoc…ruoc…” e os chamados incluem: “eh…uh…kik”. Machos e fêmeas vocalizam sozinhos, ou seja, não fazem duetos.
Possui duas subespécies:
OBS: Este araçari já foi classificado anteriormente como duas espécies separadas. Durante algum tempo, considerou-se o fato de essas aves se intercruzarem, formando populações intermediárias e, nesse período, S. langsdorffii foi incluída como subespécie de S. reinwardtii. Assim, eram aceitas duas subespécies, descritas por Wagler (1827): S. r. reinwardtii (N do Rio Solimões), e S. r. longsdorffii (S do Rio Solimões). Atualmente, essas duas espécies voltaram a ser consideradas plenas e monotípicas, de acordo com os dados mais rescentes.
Procura frutos, artrópodes, ovos e pequenos vertebrados nas copas das árvores e no estrato médio, por vezes voando em bandos mistos. Alimenta-se principalmente da embaúba (Cecropia sp.) e da figueira (Ficus sp.).
O macho oferece frutos à fêmea durante a corte. Utilizam cavidades em árvores para nidificar, localizadas, geralmente, de 2 a 4 m de altura.
Vive em matas de terra firme, matas de várzea e mata de transição. Solitário ou aos pares ou mesmo em pequenos grupos com até 4 indivíduos.
(S. r. reinwardtii) - Oeste do Brasil no lado sul do Rio Solimões para leste até Rio Madeira. Também na Bolívia, Colômbia, Equador e Perú. (S. r. langsdorffii) - Região amazônica do extremo noroeste do Brasil. Também no Perú e Bolívia.